Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

ESPASMOS

 

Nos beijos em teus seios ao amor total,

foi apenas o instante da paixão

no tempo  imaturo,  no amor irracional,

num romance curto intensamente emocional.

As portas do teu corpo se abrindo

tornaram apoteótico os nossos desejos...

A tua fogosidade desabrida

projectam a fome dos teus espasmos .

Mas contigo vinha mistério

envolvendo-me nos teus enigmas,

repentinamente tudo se dispersou

e vi o futuro projectar-se

no passado.

 

1982 (Filó)

 

 


marquesarede às 14:04
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DECIDIDAMENTE

 

Decididamente não sei

como pensei encontrar em ti

a serenidade dos Deuses

a paz e amor que desejo.

Meu espírito desagua,

nesse longíquo e misterioso nada,

perdendo a esperança ténua

que meu corpo anceia

quando nasce a madrugada.


marquesarede às 13:28
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MEMÓRIA

 

Direi apenas as palavras de amor

que te dedico, envolvido na imagem inicial! . . .

Uma falsa imagem! . . .

Direi as que te envio pelo espírito

as que te escrevo nas memórias de um mês;

as que a minha boca depositou no teu corpo

e as que transformaram minha vida

em Primaveras floridas.

Direi apenas as palavras usuais e amarguradas,

drogadas pelo mau uso,

as que mentem nos amores,

que solidificam as paixões,

envenenam romances

e destroem os amantes . . .

 

As que iluminam os teus passos,

para contar a nossa história,

uma pobre história de um homem

que ama uma mulher.

Direi apenas as palavras de paixão

que te arremesso em facadas

que me dilaceram, sobre o espanto

da falsidade, da hipocrisía

e da mentira ignóbil.

As que te arrancaram do túnel sombrio

por onde passeias;

para outro que meus olhos iluminavam;

as que te ofereço numa vermelha rosa

de saudade, as que destruíste

na anciedade da felicidade fácil.

Direi apenas essas . . . mais nenhumas!

 

 


marquesarede às 13:12
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

DESEJOS

 

Ligados pela mesma vontade

sonhamos juntos o mesmo sonho . . .

Nos teus seios deposito meus beijos

na luz que te decora o contorno.

Ileso, acabo de saber da tua lealdade

enfim, num horizonte melhor,

vaporiza-se a gota de lágrima

que teimava visitar minha boca solitária.

Seguros no mesmo impulso

o mundo estremeçe ao nosso abraço

e os nossos lábios selarão este amor.

Nenhum humano ou desumano

poderá destruír o indestrutível.

 

1982 (Filomena)


marquesarede às 00:59
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LOUCURA

 

A memória inútil do

teu amor revivido

embebeda-me na noite

na luz submersa

do teu corpo decomposto.

Deponho os gestos na lentidão

do tempo, ergue-se em mim a

palidez d'um morto e sinto-me

soçobrar na violência da tua

substância de vitória.

Na vastidão terrível da saudade

amargurado, espezinhado e destruído,

a tua ausência o meu desencanto

e a tristeza imerssa do desalento.

Os teus lábios são da noite a tua sede,

da sombra fantástica a eloquência.

Resumo-te a dois passos de dança,

três jogadas de ténis, uma carícia

breve e eis-me a beber de

bruços a loucura.

 

1981


marquesarede às 00:42
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

EXILADO

 

Estranho a tua apoteose

a tua pujança evadida

quando do tempo era a morte

de uma paixão perdida.

 

 

 

O amor sibila,

a tontura embriagada do silêncio,

beijo a beijo, como se ainda estivesse vivo,

verdadeiramente vivo e levas lá dentro,

bem lá no fundo, gota a gota

o orvalho dos mortos.

Lembro das noites, fugazes segredos

de um amor por ti corrompido.

è a memória tresmalhada sobre o tempo,

ao alcançe do teu gesto interdito.

Outras tentaram a presença,

ardentes e vigorosas,

nas fronteiras do desespero.

E era tão fácil agarrar qualquer opção

mas quis insistir no mistério,

no ardor inconstante das tuas palavras,

numa noite vazia, tão grande, tão negra,

inexplicavelmente contente.

Debruço-me sobre o passado, o nosso,

e transfiro a despedida num perpétuo

encontro com teu corpo exaltante,

no meu mundo exilado

no exílio da vida.

 

1981

 


marquesarede às 23:33
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MEMORIAL

 

Não sei porque vivo vagamente,

o calor que eu perdí,

nasceu de ti.

Coragem alma possessa,

o rasgão está aberto.

Apenas um estalido de dedos

e a morte encarrega-se do resto.

Talvez desista, tanta tristeza e a vida

é tão bodenga.

Todos rastejam na lama poluída

no pântano do tempo.

O fardo que transporto dos

amores inóspitos, não sei se será vida,

lodo, exactamente o lodo

da agonia da morte.

Tudo esmoreçe, a tua

imagem esvaiçe pouco a pouco.

Tudo se desmorona e a queda

é livre, o abismo é profundo

e a morte espera.

Os últimos tempos foram o sepulcro

dos meus escombros.

Houveram noites de embriaguez

e palavras.

 


marquesarede às 23:18
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GESTOS

 

Numa vida coberta de desânimo

rasteja no interior da alma

ignorada e inerme,

o mais puro amor do mundo.

O desespero fixa teu rosto

nas grades do grito

e a fisionomia da amada

não me abandona

na bebedeira do infinito.

Sigo no meu silêncio na rota

do abandono, repara meu amor:

A verdade dos gestos,

o carinho nas minhas mãos

era uma mensagem,

era o desejo do amor

em explosão.

Quebraste o encanto,

destruíste o significado.

A dor sentida foi lágrima de revolta.


marquesarede às 15:04
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SOLIDÃO

 

Renego a solidão

e não consigo explicar,

sinto-a rasgar-me o peito

e a dor penetrar-me dolorosamente.

E tu dizes que a solidão

é uma boa companhia . . .

Mentes, vergonhosamente nesse teu jeito desleal de mentir.

Abomino as mulheres mentirosas

conheço  bem aquelas a quem

a mentira diferiu . . .sei que

todas jazem algures,

nos cemitérios da vida.


marquesarede às 14:41
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RELANCE

 

A noite fecundou 

o dia abortou

e foi o nosso amor . . .


marquesarede às 14:34
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VAL DO VOUGA

 

A tua boca que eu reconheço,

nos teus lábios em que me embrenho,

a carruagem em que me detenho,

no teu corpo que leve roço . . .

 

Sou visitante fugaz:

Turista em Sernada onde te amei

algures, sobre o teu leito,

verás o céu pela "window".

 

 


marquesarede às 14:24
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TORMENTA

 

Estou no local onde se espraiam

as meditações nocturnas:

Aquelas inspiradas pelo desespero.

Terrores experimentados, visões macabras,

imagens negras, um mundo tenebroso

no centro uma massa de neurónios em expansão.

O medo apodera-se de mim como se

esperasse a lucidez no rumo

da morte veloz.

Todavia é assim:

O amor nunca vem só, traz dor

e eu acredito no amor, ele existe

em qualquer parte e o que importa

é localiza-lo, ainda que escondido

no meio de uma tormenta,

na tormenta da procura.

Amor-destino uma junção real.

A decepção e o medo que me envolve,

na existência do amor,

em qualquer mulher,

em qualquer parte do mundo,

e eu procuro-o.

1981


marquesarede às 14:06
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Domingo, 24 de Junho de 2007

DOMINGO

 

Porque hoje é domingo,

será domingo e nada farás do que dizes.

A acordar não saberás o que fazer.

Depois a rotina habitual; lavar a cara,

maquilhar o rosto, pintar os olhos,

tomar o pequeno almoço, ocupará

meio-dia.

Hoje passarás a tarde a dormir,

ás voltas com um sonho,

ás voltas com um amor,

ás voltas com uma saudade . . .

Á noite sairás, irás a um cinema, ao

restaurante, e por certo irás dançar.

Ao  voltares para a cama,

vir-te-ão á lembrança . . .

Locais onde juntos, fizemos amor,

pessoas que foram importantes para ti,

o amor o afecto e a ternura

que todos te juraram eternamente,

a paixão, a dedicação

e o profundo amor que  só alguns

são capazes de dar

com pureza . . .

Amanhã, onde quer que vás,

poderás estar só.

Noutra casa,

noutra rua,

noutro bairro,

noutra cidade.

Serás mordida, espezinhada,insultada.

A língua ser-te-á cortada, os ossos quebrados,

a tua fotografia será colada,

no edital das cabeças a prémio.

O dia será triste, a noite sem aventura,

todos os que abordarás falarão em calão . . .

Amanhã estarás só e não verás as estrelas.

 

 


marquesarede às 16:10
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AMOR CRESCENTE

 

Oh angustia da anciedade

em que padeço horrivelmente

pelo bem que perdí no sofrimento

da esperança de voltar a ouvir-te dizer . . .

MEU SOL . . .

MINHA VIDA . . .

Tanto me deste, na sensualidade

terna da tua paixão quente louca

enibriante, nos teus dedos

eloquentes, que procuravam

constantemente o corpo do meu corpo

na progressão e na volúpia da conquista.

Que saudades meu amor.

Os momentos foram únicos como

as contorções dos nossos corpos

perante as violentas explosões

dos nossos orgasmos.

MEU SOL ...

MINHA VIDA . . .

Como desejaria ouvir de novo

a tua boca extasiada de paixão

pronunciar,

MEU SOL . . .

O calor, o carinho dado por inteiro.

Quanto mais davas

mais crescia e era mais amor.

 

MINHA VIDA . . .

MEU SOL . . .

 

 


marquesarede às 15:43
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TEU SOL

 

Oh! meu sol !

Quero ouvir-te chamar-me,

Oh! meu sol !

Aconteça o que aconteçer,

enquanto tu viveres

tenho luz.

Se por esse mundo fora,

tiver de vaguear,

onde estiveres será

o meu lar.

Sempre que de ti

quizer reviver a paixão

é só recordar tua voz

amante e quente pronunciar,

Oh! meu sol!

 

1981 ( Luisa)


marquesarede às 15:25
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"IMAGEM"

 

Quando em silêncio passas entre as folhas,

uma ave renasce da sua morte

e agita as asas de repente;

tremem maduras todas as espigas

como se o próprio dia as inclinasse,

e gravemente, comedidas,

param as fontes a beber-te a face.

 

1981


marquesarede às 15:00
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Sábado, 23 de Junho de 2007

RECORTES

 

Recorto na dor impressa

nos olhares que se consomem,

o perfil de um outro homem

que em termos de amor se meça.

 

Tanta semente se perde

em montanhas arenosas !

Tantas agruras rochosas

à beira de um prado verde !

 

tanto pão por amassar !

tanta boca por sorrir !

Oh ! quem pudesse partir

e um dia reencarnar !

 

 


marquesarede às 22:45
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ANCIEDADES

 

Depois de te conheçer, concebo a paisagem

para o poema que te dedico:

 

A paisagem é a neve, o lago, a serra,

postos nos lugares exactos do tempo.

A neve torna alvos os teus seios,

o lago dá quietude aos teus olhos . . .

A serra, plenitude aos meus desejos.

 

Com a luz da tua vida, vivo a noite . . .

substituo o luar por um sorriso teu.

 

Imaginada a paisagem que te vigora,

suponho-te sobre ela . . .

falo de ti colocando-me ao teu lado.

 

1980       ( Luisa )


marquesarede às 22:29
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BUSCA DO PASSADO

 

 

Emparedado contra os sonhos, fico

contigo, imagem da saudade

que cerceiam e cercam o rosto,

sem descobrir se te amei na verdade.

 

Esvaindo o clamôr do meu desejo . . .

no tempo sofro a incerteza.

Julgo ter direito ao meu ensejo

triste castigo da minha avareza.

 

Imaginando-te junto a mim . . .

o teu corpo, minha imagem querida.

terno companheiro da minha existência

doce amante da minha vida.

 

Cabelos loiros de olhar calmo . . .

suavemente apaixonada,

Oh! meu Deus como é possível

sempre o reencontro do nada.

 

1980


marquesarede às 02:24
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PROMESSAS

 

Os teus olhos férteis de promessas

vão-se, e a noite fica fechada.

E é inútil esperar.

O teu corpo completo abre

na madrugada.

 

Mary


marquesarede às 02:11
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DESESPERADO

 

TERÇA-FEIRA,

QUARTA-FEIRA,

QUINTA,

SEXTA, tanto faz.

Ou desta ou doutra maneira,

DOMINGO ou SEGUNDA-FEIRA

nenhuma esperança me traz.

 

 

Que eu nem sei bem pelo que espero.

Se aprender o que não sei,

se esqueçer o que aprendí,

se impôr meu sou e meu quero,

Se, num ti que eu inventei,

em nenúfares boiar em ti.

 

 

Que esta coisa que se espera

é no dobrar de uma esquina.

Um clarão que dilacera,

a explosão de uma cratera,

vida, ou morte, repentina.


marquesarede às 01:57
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LATENTE

 

Desce por fim sobre o meu coração

o olvido, irrevocável. Absoluto.

Envolve-o gravemente como véu de luto.

Podes, corpo, ir dormir no teu caixão.

 

 

A fronte já tem rugas, distendidas

as feições na imortal serenidade,

dorme enfim sem desejo e sem saudade

das coisas não logradas ou perdidas.

 

O barro que em quimera modelaste

quebrou-se-te nas mãos, tal como uma flor . . .

Pões-lhe o dedo, ei-la murcha sobre a haste . . .

 

Ias andar, sempre fugia o chão,

até que desvairada de terror,

corria-te um suor, de inquietação . . .


marquesarede às 01:36
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" E EU AQUI "

 

Invoco, nos infinitos, a minha presença impossível.

Os infinitos são permanentes.

Lá, onde a beleza reside, deliquescentes azuis, sóis e

mares, são permanência intangível.

Lá.

Ser incluso pormenor naquela bruma,

esboçado apenas como um desenho por acabar.

Ser lá, presente como aqui:

uma como nenhuma

distância entre o meu ser aqui e o meu estar lá.

Ir-me além, naquele cerro a ascender-se.

Ver-me daqui a subi-lo.

Perguntar-me "o que é aquilo" ?

Imperceptiva presença.

Eucaliptos, casas, montes, aguas,

pedras, horizontes, coisas finitas em si.

Outeiros, vales, caminhos, sebes,

rochedos, moinhos . . .

Tudo no Mundo,

e EU AQUI.

 

1980


marquesarede às 01:15
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VEM

 

Vem ! Deusa dos olhos negros

dos meigos cabelos pretos

vem sem medo

vem descobrir os segredos

que se escondem para lá do mar.

Vem descobrir o rochedo

que fez um homem naufragar . . .

Absoluta e contente

vem ao encontro dos meus gestos

e dos meus silêncios de pedra

As chuvas morrem mas entranhas da terra

e eu morro nos gritos do AMOR.


marquesarede às 01:03
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CRISTINA

 

Por aqui, CRISTINA, irei vivendo

da sombra que teu vulto, em mim, deixou

quando te disse adeus e o dia amanhecendo

nos teus olhos tão azuis se ficou . . .

Viverei d'uma eterna despedida,

por esse Mundo ao Deus dará da sorte;

Longe de ti, QUE ÉS A MINHA VIDA,

Perto de mim, QUE SOU A MINHA MORTE !

 

1970


marquesarede às 00:41
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======ADEUS======

Adeus! Adeus! Partir. . . eis o destino!

Para dizer adeus ao mundo vim.

Um adeus me persegue de menino;

anda na minha sombra, vive em mim.

Adeus! O avião foge. O sol desmaiou

um gesto, um asgar que não aguento

depois, a escura noite que se espraiou

numa noite de grande sentimento.

Longe de mim, teu vulto imaculado,

como esculpido em branda e etérea mágoa

de suave e distante, é jà sagrado,

ante os meus olhos de alma rasos de água . . .

Nos teus campos divagas, a cismar

cantando aquela trágica alegria

de quem sozinho, á noite, no seu lar,

vê sombras, fogo extinto, cinza fria . . .

Eu viverei padecendo . . . a minha dor.

Lembro a imagem vivente do teu rosto.

Sofrer é ser contigo, eterna flor,

que deste vida eterna ao meu desgosto.

E agora viverei de tudo quanto

é mais que tua angélica presença;

Isso que no teu ser é jà meu canto

e em lágrima dívida se condensa.

 


marquesarede às 00:04
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

DEPOIS DE TUDO

Depois de tudo, sim,

depois de tudo

não houve nem há sequer um dia

que teu nome baixinho não murmure.

É o sibilar d'uma saudade.

Depois de tudo,sim,

depois de tudo,

não houve, nem há uma só noite

sem sonhos a teu lado.

Que é o meu sonho.

Triste candeia da minha anciedade.

Depois de tudo,sim,

depois de tudo

pergunto a mim mesmo, não falo,

fico mudo

e por momentos pareço ter morrido.

Foi sol quente de Agosto, o nosso amor!

Que só a mim deveras aqueceu.

Para ti, foi sol de Inverno, sem calor

que mal despontou e logo faleceu.

 


marquesarede às 23:51
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PARTIDA

 

Seu vulto vai se tornando cada vez mais pequeno,

confundindo-se com as pessoas que passam na gare.

Só então as lágrimas começam a rolar e sinto na boca,

o seu gosto amargo.

Olho as crianças sorrirem.

Era verão, em Sernada e vai ser difícil

eu voltar a sorrir, um sorriso feliz, mas que importa?

Quando a lembro, meus olhos distribuiem felicidade,

não a culpo de nada.

As minhas mãos tremem e noto que já

vai anoitecer, ela se vai e eu fico

novamente só.

No céu a primeira estrela traz-me

novas esperanças, não sem antes

ter tentado o suicídio:

Sorrio. . . mas é um sorriso triste

que vale muito para mim.

Sinto-me feliz por

ter aprendido o que é amar.

Não custa ser feliz novamente.

E lá vou eu, cantando baixinho,

confundindo-me também

 na multidão.


marquesarede às 23:32
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SAUDADE

Amanheceu,

os pássaros não voam,

o sol é nuvem,

as flores orvalho,

a chuva musical

canta uma nota em cada gota:

É a saudade...

A solidão molha

o meu telhado velho

mas no longe do horizonte

a tua imagem surge

beijo teus lábios

e recolho tua cândura

no sempre do coração.

 

                     Tantas vezes tenho desejado

                     poder voltar atrás,

                     para fazer tudo aquilo

                     de que então não fui capaz.

 

                         AMAR-TE!


marquesarede às 20:53
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REVIVER

Em Espinho

e na larga avenida

casas e mar ladeada

seguias tu e eu;

Tu, fresca,linda encantada

sorrias e eu, sofria

na tarde apagada.

 

Às vezes

quando o lamento

nos empurra para o passado

tu estás de novo a meu lado

e sorris para mim.

 

Sofrí

agora sou feliz

como última fase

do meu tormento.

 

1970


marquesarede às 20:36
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.RECENTES

. VÊ!!!

. QUERER-TE

. DESVANECER

. ANCIEDADES

. AMOR TOTAL

. ESPERANÇAS...

. É COMO SE FOSSE

. JURAMENTO

. JUNTOS

. TOTALMENTE

.RECENTES

. VÊ!!!

. QUERER-TE

. DESVANECER

. ANCIEDADES

. AMOR TOTAL

. ESPERANÇAS...

. É COMO SE FOSSE

. JURAMENTO

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. TOTALMENTE

.EU