Sábado, 23 de Junho de 2007

LATENTE

 

Desce por fim sobre o meu coração

o olvido, irrevocável. Absoluto.

Envolve-o gravemente como véu de luto.

Podes, corpo, ir dormir no teu caixão.

 

 

A fronte já tem rugas, distendidas

as feições na imortal serenidade,

dorme enfim sem desejo e sem saudade

das coisas não logradas ou perdidas.

 

O barro que em quimera modelaste

quebrou-se-te nas mãos, tal como uma flor . . .

Pões-lhe o dedo, ei-la murcha sobre a haste . . .

 

Ias andar, sempre fugia o chão,

até que desvairada de terror,

corria-te um suor, de inquietação . . .


marquesarede às 01:36
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